Sei que pouco tenho passado por aqui,
pouco conteúdo tenho deixado no que publico
(por vezes só a música parece continuar a querer ser partilhada),
pouco tenho comentado nos blogs que sigo,
como diz quem anda de pés para o ar : "não tenho falado quase nada".
Por muito que aqui partilhe um pouco de mim
obviamente tal não corresponde ao todo
Partilhar implica refletir
e por vezes prefiro não refletir...
Em especial nesta altura difusa que não é trabalho nem férias
é habitual sentir-me sem rumo
é a fase em que volto aos livros, pois durante a fase de trabalho não consigo ter motivação para pegar em nada
Por isso, aqui estou a devorar, a conselho do mano velho,
o livro "Pensei que o meu pai era Deus"(Antologia organizada por Paul Auster),
o qual me está a saber tão bem e a dar vontade de voltar a dizer algo.
Aqui ficam umas palavras que me tocaram e fizeram refletir:
"Todos sentimos que fazemos parte do mundo e que, no entanto, estamos exilados dele. Todos ardemos no fogo da nossa própria existência. São precisas palavras para exprimir aquilo que existe em nós (...)"
"Fiquei a saber que não sou o único a acreditar que, quanto melhor compreendemos o mundo, mais esquivo e confuso ele se torna."
Nota: afinal, provavelmente, não sou um bichinho assim tão raro. Há mais como eu!
2 comentários:
Também já li esse livro e é uma pequena pérola de simples felicidade. :)
O silêncio, às vezes, muitas vezes, também faz bem. :)
Abraço.
ai A. isto por cá também anda tão estranho e angustiante que tenho a sensação que para o ano tenho que concorrer para aí passados 16 anos de serviço
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