Estou rendida à imensa qualidade das reportagens da TSF, um programa que ouço sempre às 5ªfeiras quando vou no carro para casa e que por vezes, já com o carro estacionado na garagem, fico a ouvir até ao fim.
A qualidade da reportagem, a qualidade da sonoplastia, prende mesmo o ouvinte (pelo menos a mim).
Esta semana, como o assunto me tocou mais ainda do que o habitual, resolvi finalmente postar sobre ele. A reportagem denominava-se "O silêncio dos dias", a qual abordava os problemas que os surdos têm de enfrentar.
Quem não conhece o programa, pode espreitá-lo aqui.
Para nada servem, ainda mais quando são feitos para quem não os merece, porque apenas são preguiçosos, porque não querem fazer nada, porque tudo lhes cai nas mãos sem qualquer esforço, na maioria das vezes com muito sacrifício dos pais, que procuram dar-lhes o melhor, o que não tiveram hipótese de ter quando tinham as suas idades.
No entanto, quando vêm a deparar-se com o que criaram, só conseguem dizer: "- Não sei o que lhe faça! Em casa também é assim!"
Onde é que vamos parar? Que futuro nos espera?
Só sei que hoje me afundei em papéis para fazer relatórios e mais relatórios, para justificar o quê?
Que os meninos não alcançam o que deviam, não por dificuldades, mas sim por ausência de empenho? A continuar assim, qualquer dia, apenas temos de ocupá-los com actividades lúdicas, pois o que importa é que estejam a fazer alguma coisa, pois os pais, na maioria, não tem tempo nem paciência para eles.
E assim vamos nós, ouvindo alguns pais a dizer, com os filhos presentes: "-E agora, com as férias, como é que vou aturá-los?"
(desculpem o desabafo, eu sei que nem todos são assim, mas por vezes é difícil manter a motivação!)
Ainda há pouco tempo estavas tu vestido de cowboy no teu "cavalo" triciclo.
Pouco depois já fazias a tua primeira viagem com os manos à capital, ao Aquário Vasco da Gama e ao Zoológico.
Parece até que ainda te estou a ver, cheia de orgulho, a dares uma aula por mim, tinhas tu o quê? 12 anos e sabias mais de astronomia do que eu com 20!
E a tua primeira visita à mana nas ilhas? Eu à tua espera no aeroporto e tu "pequenino" acompanhado pela hospedeira!
Tu a quem tudo conto, tu que quando tudo de n@s soubeste disseste: "-Fico feliz por ti maninha"; e era só isso que eu precisava ouvir.
Orgulho de ti e de todo o teu caminho até hoje, é o que sinto neste dia importante da tua vida.
Orgulho do homem que te tornaste, de continuares a seguir os teus sonhos e de não desanimares face às vicissitudes com que te tens deparado, sempre com um sorriso nos lábios e uma chalaça de fazer inveja a qualquer humorista profissional.
A propósito do novo álbum dos "A Naifa", lembrei-me de "Henrique e Sinfonia"!
Por onde andarão os membros deste projecto e porque não vingou no panorama musical?
Na minha opinião (que não conta para nada neste campo), foi com eles que começou a vaga de revitalização da nossa guitarra portuguesa e de interpretes novos deste instrumento, isto ainda antes da revitalização do Fado.
Para quem não conhece, aqui fica uma amostra.
E já agora o que motivou o post "Esta depressão que me anima", dos "A Naifa", infelizmente já sem o Aguardela...
Até posso, provisoriamente, tentar compreender que não queira
partilhar comigo o mesmo espaço físico,
mas não querer conhecer a casa da filha?
Dói, porque sei que ela está a sofrer com isto,
porque ao abrir uma porta, a da honestidade,
fecharam-lhe outra, a da compreensão...
E assim vamos nós mentindo e omitindo
Certas de que o nosso amor, o nosso entendimento, a nossa cumplicidade e a nossa complementaridade, permitem-nos enfrentar as mágoas com que nos vamos deparando pelo caminho.
Mas até quando?
Não queremos quebrar ligações familiares, mas...esperamos que o tempo traga entendimento.
Ingénua? Talvez...
Só sei que hoje estou triste e que o lado esquerdo da cama está vazio...
A inconfundível voz de Tracey Thorn numa banda que foi acompanhando ao longo dos anos as variações da música pop.
Um vinil muito rodado no gira-discos do mano velho (quando este não estava em casa).
Não posso deixar de referir que não foi só com Ben Watt, nos Everything But The Girl, que ela se fez ouvir, também a solo tem alguns temas a guardar no arquivo musical, bem como nos inconfundíveis Massive Attack.
1º Gotan Project: Brutal! Adorei, não esperava tanto, tendo em conta que não é o melhor álbum deles.
2º Sobrinhos: cada vez maiores, cada vez mais perspicazes (já não falta muito para começarem as questões...). Filme que fomos ver: Boas gargalhadas!
3ºPais e terrinha: ... a nostalgia que sempre me dá...pela ausência, pela omissão, pela constatação do envelhecimento, pelos amigos,..., por tudo e por nada!
Depois de reflectir acerca deste post e de ler os comentários que teve, em especial o colocado aqui, senti necessidade de partilhar a minha visão, a qual tem vindo a sofrer alterações ao longo dos anos.
Começo por referir que, por princípio, acredito que a honestidade é o melhor caminho, e que foi exactamente pela inexistência desta que a minha relação com a gaivota, no início, foi interrompida, pois eu não estava a conseguir lidar com a mentira, com os esquemas que inventávamos para podermos estar juntas.
O esconder, o omitir, o mentir, o ser difícil incluí-la na minha vida com as pessoas que me rodeavam, a determinada altura custou-me imenso, mas mais que tudo tornou-se impossível de suportar a omissão em relação aos meus irmãos e aos amigos mais próximos, os quais são peças fundamentais na minha vida. Tal situação foi motivo para eu não aguentar a pressão e acabar com tudo.
Após algum tempo, em que o amor se mostrou mais forte do que tudo o resto, felizmente a gaivota aceitou-me e abriu-me os seus braços de novo, e fortalecidas pelo reencontro, mostrou-se-me natural e simples a partilha com os irmãos e os amigos, pois eu transbordava de felicidade e penso que o facto de eles terem essa percepção, de me sentirem bem comigo própria, fê-los compreender, respeitar e apoiar o meu caminho. De tal forma que, hoje em dia, para orgulho e inveja minha, quer amigos quer manos, falam mais com ela do que comigo (ok, eu sei, estou sempre fora de contacto)!
Quanto aos pais, pela idade avançada, pela distância, pela ausência física, pela falta de diálogo, no início pensei que para já não lhes diria nada porque não iriam perceber, nem aceitar. Depois, após a gaivota ter contado aos seus pais, os quais pensávamos que supostamente já desconfiariam e me aceitavam nas suas vidas e que supostamente teriam uma mente mais aberta , pelo contrário, passaram a ignorar-me, como se eu não existisse na vida da filha deles.
Esta situação deixou-nos bastante desgostosas e fez-me refrear qualquer intenção ou vontade que tivesse de partilhar com os meus pais, pois agora, no desconhecimento aparente, eles aceitam-na na minha vida como uma parte integrante desta, como que de uma amiga "muito próxima" se tratasse.
Se contar arrisco-me à incompreensão e à rejeição, para além de que se poderá tornar uma dor para eles, a qual não sei se deva lhes infringir.
Para quê fazê-los sofrer nesta fase das suas vidas? Por vezes a ignorância, o desconhecimento ou a não confrontação é o melhor.
Tantas vezes tenho o desejo de partilhar, em especial, com a minha mãe e contenho-me...
Do conhecimento de experiências vividas por outras amig@s, vejo bastantes problemas e frustrações familiares...
O que faremos? Para já contento-me com os meus pais perguntarem por ela, por lhe abrirem a porta da sua casa, por podermos partilhar o mesmo espaço físico sem qualquer relutância.
A não ser que me questionem, por muito que queira, não penso para já dizer-lhes.
Seria mais feliz na honestidade? Certamente seria o que desejávamos, pelo menos sentiriam-mo-nos mais leves, mas não necessariamente de bem com todos.
Assim, a omissão permite-nos conviver sem os "obrigar" a reagir.
Penso que nos é mais fácil viver desta forma, porque temos um bom grupo de amigos à nossa volta, nos quais sentimos bastante apoio.
Mas perguntem-me outra vez no Natal, quando cada uma tiver de ir para seu lado...talvez a resposta seja outra!
Tenho realmente dificuldade em perceber como há tantos amigos!
A gaivota tem, na sua "página", amigos aos montes, gente de quem já nem se lembrava!
Faz-me lembrar aquela situação em que encontramos, fora do contexto habitual, uma pessoa da terrinha, a qual lá na terra passa por nós e não diz nada e só por nos encontrar fora dela decide atirar foguetes por ver alguém "conhecido"! Enfim...
Divirtam-se a ver!
NOTA: Eu sei que pode parecer um contra-senso, uma vez que já conheci muitas pessoas interessantes aqui neste cantinho.